Quando alguém quiser entender o significado da expressão "placar enganoso" no futebol, basta assistir os 90 minutos de Brasil e Alemanha, pelo torneio olímpico de futebol masculino, nesta quinta-feira (22).
A seleção comandada por André Jardine estreou com vitória por 4 a 2, mas poderia ter feito mais gols. Muito mais, na verdade. Seria a chance para devolver os 7 a 1 aplicados pelos alemães na semifinal da Copa do Mundo de 2014, no Mineirão.
Claro que a partida de sete anos atrás foi muito mais importante e histórica, mas conseguir uma goleada expressiva contra os germânicos massagearia o ego do torcedor nacional. Com o resultado, o Brasil começa na liderança no grupo D dos Jogos de Tóquio. Em outro jogo da chave, a Costa do Marfim derrotou a Arábia Saudita, mas com um gol a menos de saldo: 2 a 1.
O Brasil estreou com vitória, mas poderia ter obtido uma goleada incontestável em Yokohama, palco do pentacampeonato de 2002.
BRASIL
Santos; Daniel Alves, Diego Carlos, Nino e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Bruno Guimarães e Claudinho (Malcom, aos 18/2ºT); Richarlison (Reinier, aos 28/2ºT), Matheus Cunha e Antony (Paulinho, aos 28/2ºT). Técnico: André Jardine.
ALEMANHA
Florian Muller; Benjamin Henrichs, David Raum, Felix Uduokhai e Amos Pieper (Torunarigha, no intervalo); Arne Maier, Maximilian Arnold, Nadiem Amiri (Teuchert, aos 28/2ºT) e Anton Stach (Schlotterbeck, aos 34/2ºT); Marco Richter (Eduard Lowen, aos 22/2ºT) e Max Kruse (Ragnar Ache, aos 22/2ºT). Técnico: Stefan Kuntz.
Local: Estádio Internacional de Yokohama, em Yokohama (Japão)
Árbitro: Ivan Barton (El Salvador)
Cartões amarelos: Douglas Luiz (Brasil); Amos Pieper, Maximilian Arnold, Henrichs, Uduokhai (Alemanha)
Cartão vermelho: Maximilian Arnold (Alemanha)
GOLS: Richarlison, aos 6/1ºT (1-0), Richarlison, aos 21/1ºT (2-0), Richarlison, aos 29/1ºT (3-0), Nadiem Amiri, aos 10/2ºT (3-1), Ragnar Ache, aos 38/2ºT (3-2) e Paulinho, aos 48/2ºT (4-2).

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